Violência Contra a Mulher é Tema de Encontro Interdisciplinar na Universidade Castelo Branco

Palestras e rodas de conversa reuniram especialistas e alunos para discutir violência de gênero e conscientização em alusão ao Dia Internacional da Mulher

Em alusão às comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado no último domingo, 8 de março, a Universidade Castelo Branco, por meio da Liga Acadêmica de Direito (LADIR-UCB), realizou um evento interdisciplinar com a presença de alunos, professores e convidados.

Na ocasião, uma homenagem foi realizada pelo aluno Sidney Requena, que tocou piano e cantou músicas com temática dedicada às mulheres, reunindo em coro todo o público presente.

A atividade, realizada no dia 11, quarta-feira, com o título “Direito das Mulheres em Perspectiva Interdisciplinar – Desafios e Conquistas”, contou com palestras, rodas de conversa e momentos de conscientização sobre os direitos, violência contra a mulher, assédio e outros temas cada vez mais presentes e pertinentes no dia a dia.

O feminicídio, assassinato de mulheres por razão de gênero, é considerado a forma mais extrema de violência e passou a ser tipificado como crime no Brasil apenas em 2015.

Estima-se que quatro mulheres foram assassinadas por dia no Brasil em 2024. Os perfis mais afetados foram de mulheres negras (63,6%), com idades entre 18 e 44 anos (70%). Em cerca de 80% dos casos, os crimes são cometidos por parceiros ou ex-parceiros, e mais de 60% ocorrem dentro da própria casa da vítima.

Com o Teatro UCB cheio, em sua maioria ocupado por mulheres interessadas em discutir esses dados, os encontros realizados pela manhã e à noite contaram com a participação das seguintes convidadas:

  • Sther Britto, advogada e membro da Comissão da Advocacia do Axé da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Rio de Janeiro;
  • Fernanda Mata, advogada familiarista e especialista em Direito das Mulheres;
  • Lohana Cristina, acadêmica de Direito e assistente de Planejamento e Gestão da Superintendência de Autonomia Econômica da Mulher, da Secretaria de Estado da Mulher do Rio de Janeiro;
  • Marcella Monteiro, servidora do Ministério Público e professora do curso de Direito da UCB;
  • Ana Gleice, advogada e integrante da Comissão de Igualdade Racial da Barra da Tijuca, além de coordenadora do Projeto de Acolhimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica do Instituto Justiça Delas;
  • Jordana Teza, advogada, professora e pesquisadora, além de secretária-geral adjunta da Comissão de Advocacia do Axé da OAB/RJ;
  • Flávia Monteiro, advogada, especialista em relações étnico-raciais e gênero pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e ouvidora adjunta da Mulher da OAB/RJ;
  • Paula Louzada, coordenadora do curso de Enfermagem da UCB;
  • Dinaleia Oliveira, acadêmica de Psicologia e estagiária clínica com experiência em atendimentos orientados pela esquizoanálise;

Momentos que, apesar de curtos diante da complexidade e da importância dos temas abordados, funcionam como alerta e como espaço de troca de conhecimento e informações. Discussões que não devem ser deixadas de lado, seja em conversas informais, no ambiente acadêmico ou no cotidiano, para que a sociedade se torne cada vez mais segura e acolhedora para todos, especialmente para as mulheres.

Fica também um alerta: presenciou ou conhece alguma mulher que sofreu ou sofre violência, seja verbal, física ou psicológica, em forma de ameaça ou intimidação, denuncie. Ligue 180.

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