Emoção e simbolismo: Assim foi a II Cerimônia de Psicologia da Universidade Castelo Branco

Alunos de diversos períodos participaram do evento, que contou com homenagens e discursos calorosos

Na noite de quarta-feira, 20/08, professores, alunos, familiares e amigos se reuniram no Teatro UCB para celebrar a II Cerimônia de Psicologia. Um momento significativo em que os futuros profissionais receberam de seus “padrinhos” objetos que simbolizam a trajetória acadêmica de cada um.

Diferente dos demais cursos, em que alunos do 1º período recebem seus jalecos, no evento de Psicologia estudantes de várias etapas da graduação participam, recebendo aquilo que melhor caracteriza seus esforços e dedicação ao longo do tempo. Entre os itens escolhidos, estiveram cordões, anéis, canecas, livros, entre outros.

O jaleco, apesar de ser a escolha de muitos participantes da cerimônia, também deixou de ser selecionado por alguns, devido ao histórico que envolve a vestimenta.

Historicamente, a peça está associada a figuras de autoridade dentro de um modelo hospitalocêntrico, remetendo à ideia de distanciamento hierárquico entre o profissional de saúde e o paciente.

A Psicologia, por sua vez, defende práticas centradas na escuta, no acolhimento e no vínculo de confiança, em contraste com abordagens impositivas. Nesse contexto, o jaleco pode representar um distanciamento na relação terapêutica, sendo o “não uso” entendido por alguns como um ato político e simbólico de resistência, em sintonia com a reforma psiquiátrica brasileira e a luta antimanicomial.

Para os psicólogos, existe a opção de utilizar ou não a vestimenta. É importante lembrar que o jaleco é uma ferramenta indispensável em diversas áreas da saúde, por atuar como barreira de biossegurança, mas que, em outros contextos, pode ser dispensado.

O evento foi presidido pela pró-reitora acadêmica da Castelo, professora Gabriela Bastos Soares, e contou com a presença da coordenadora do curso, professora Talita Baldin, dos professores Ana Paula Nunes e Celso de Moraes Vergne, além de uma comissão de alunos que participaram da primeira edição e que, tanto na última edição quanto nesta, colaboraram com a organização e realização.

Além de homenagear colegas e professores presentes, Luana Rocha, aluna do 5º período e integrante da comissão organizadora, discursou. Entre suas palavras, destacou a importância do momento vivido pelos futuros profissionais de Psicologia, ressaltando que ele deve ser explorado, refletido e respeitado desde o início da graduação, sendo levado para toda a vida.

“Hoje não vestimos apenas jalecos… Vestimos histórias, vestimos escolhas, vestimos feridas que aprendemos a escutar.
Pode ser um jaleco, se for uma escolha consciente, mas pode ser um livro, uma caneta, uma caneca, um espelho, uma lembrança.
Porque a Psicologia não se veste, Ela se atravessa, Ela se compromete, Ela se sustenta. Ela começa com o encontro, e cada encontro pode ser o primeiro passo da transformação”
, disse a estudante em seu discurso.

Foi um momento de interação entre conhecidos e desconhecidos que se reuniram para celebrar seus entes queridos, num evento que marca a vida acadêmica e, futuramente, a trajetória profissional de cada um.

É por isso e para isso que a Universidade Castelo Branco existe há mais de 50 anos: para oferecer ao aluno experiências únicas, em que teoria e prática se consolidam por meio do conhecimento, transformando saber em exercício profissional competente e ético.

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