Fibromialgia em Foco: Roda de Conversa Multicurso Traz o Assunto à Discussão

Em um bate-papo entre os cursos de Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia, o tema foi tratado sob as perspectivas e responsabilidades de cada profissão

Uma noite importante para os alunos dos cursos de Enfermagem, Farmácia e, principalmente, Fisioterapia, anfitriã da atividade, abordou um assunto cada vez mais frequente na sociedade: a fibromialgia. O evento teve início com o depoimento da professora da UCB, Vilza Handan, que convive há anos com a doença e compartilhou com os estudantes sua rotina, desafios, lutas e superações diante da condição.

O que é a Fibromialgia?

Considerada uma doença crônica, a fibromialgia causa dores por todo o corpo, atingindo músculos, tendões e articulações. Apesar de não provocar inflamações, a doença altera a forma como o cérebro e o sistema nervoso interpretam a dor, tornando as sensações mais intensas e dolorosas.

Entre os principais sintomas da fibromialgia, estão:

  • Fadiga extrema: cansaço muito maior do que o esforço realizado;
  • Distúrbios do sono: dificuldade para dormir, insônia ou sensação de cansaço mesmo após o sono;
  • Alterações cognitivas: esquecimentos, dificuldade de concentração e dispersão com facilidade;
  • Dores intensas: Dores musculares e nas articulações, muitas vezes tornando atividades simples do dia a dia impraticáveis.

Também é comum a associação da doença com ansiedade, depressão, dores de cabeça e síndrome do intestino irritável.

Mas o que causa a fibromialgia?

Não existe uma causa exata definida. No entanto, a doença pode estar relacionada ou ser agravada por traumas físicos ou emocionais intensos, predisposição genética, infecções e estresse contínuo, afetando, em sua maioria, mulheres entre 30 e 50 anos.

Sobre a Atividade:

O evento, realizado pelo curso de Fisioterapia da UCB na noite de quarta-feira, 20 de maio, contou com a presença de alunos e dos coordenadores dos cursos de Enfermagem, professora Paula Louzada, e Fisioterapia, professor Wagner Teixeira, além do professor do curso de Farmácia, Carlos Henrique. Os docentes discutiram o tema com amplo conhecimento em suas áreas de atuação, abordando desde as causas, investigação e diagnóstico até o tratamento e a atuação do enfermeiro, do fisioterapeuta e do farmacêutico em relação à doença.

O professor Wagner destacou uma das principais dificuldades enfrentadas pelos pacientes: “As pessoas acham que a dor é o fator mais agravante da história e esperam uma resposta imediata ao medicamento. Com isso, entram em um ciclo de frustração e acabam desistindo. É importante integrar a enfermagem, a fisioterapia e a farmácia no tratamento da fibromialgia.”

Entre os assuntos abordados, os professores também falaram sobre interações medicamentosas, abandono do tratamento devido aos efeitos colaterais dos medicamentos, dificuldades financeiras e a demora na resposta terapêutica.

Outras questões discutidas envolveram o impacto da intensidade da dor em pacientes crônicos e como isso influencia diretamente em suas rotinas, ocasionando interrupção de atividades profissionais e até aposentadoria em casos mais incapacitantes.

Também foram debatidas estratégias alternativas buscadas pelos pacientes, como relaxamento, meditação, auriculoterapia e acupuntura, entre outras formas de amenizar as dores e proporcionar melhor qualidade de vida.

Além da mesa-redonda entre os professores, a atividade contou também com palestras do coordenador do curso, professor Wagner, que falou sobre fibromialgia e osteopatia, de Erika Mendes, abordando a relação entre fibromialgia e acupuntura e de Ana Paula Saar, que apresentou a temática “Fibromialgia e Terapia Aquática”. Os assuntos discutidos evidenciaram alternativas que podem tornar a vida dos portadores da doença mais suportável, dependendo do grau da condição.

O curso de Fisioterapia da UCB celebrou, em março deste ano, 42 anos de autorização pelo Ministério da Educação. Nesse período, formou grandes nomes da profissão, como o fisioterapeuta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Odir de Souza, entre outras referências da área.

Isso demonstra que tradição e excelência caminham lado a lado na construção de histórias de sucesso, seja na formação de grandes profissionais ou no tratamento e, em muitos casos, na recuperação de atletas e pessoas comuns. Afinal, as enfermidades atingem a todos da mesma forma, mas apenas um profissional qualificado é capaz de reverter quadros ou, ao menos, proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

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