Se estivesse viva, a fundadora da Universidade Castelo Branco estaria completando, no dia 9 de janeiro, 89 anos

Nascida em 1937, a professora Vera, como era conhecida, iniciou sua trajetória na educação ainda muito jovem, trabalhando em uma pequena escola em Belo Horizonte (MG).

Em 1962, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde construiu o que viria a se tornar uma das mais importantes instituições de ensino do país. No ano seguinte, em 1963, criou, junto com o marido Paulo Musa Gissoni, o Instituto Dr. Paulo Gissoni. Apesar das instalações modestas, ali teve início um sonho no qual Vera acumulava as funções de professora, secretária escolar, administradora e servente.

Em 1964, graças ao incentivo para levar crianças da região à pequena escola, o casal precisou mudar de endereço, criando o Ginásio Dr. Paulo Gissoni. Em 1965, houve nova expansão, transformando-o em Colégio Dr. Paulo Gissoni, com a incorporação dos cursos científico e técnico em contabilidade.

Com o crescimento e a grande procura, foi necessária mais uma mudança, e em 1971, o colégio passou a funcionar na Avenida Santa Cruz, no centro de Realengo, tornando-se o Centro de Estudos Universitários Paulo Gissoni, já com foco na abertura dos primeiros cursos universitários, autorizados a funcionar em 1973.

Nascia ali outro sonho da professora: o início oficial do Centro Educacional Realengo, com a Faculdade de Educação, Ciências e Letras Marechal Castelo Branco e a Faculdade de Educação Física da Guanabara. No entanto, o que Vera Gissoni almejava era ainda maior.

Sempre à frente de seu tempo, com olhar voltado para o futuro e prezando por uma educação de qualidade, logo foram autorizados os cursos de Matemática, Pedagogia, Fisioterapia, Serviço Social, Administração e Informática, que, somados aos já existentes, deram origem às Faculdades Integradas Castelo Branco (FICAB).

A professora, que iniciou sua vida profissional em uma pequena escola em Minas Gerais, foi, ao longo dos anos, tornando-se cada vez mais engajada e reconhecida. Em 1994, após muito trabalho, a instituição foi definitivamente reconhecida como universidade. Assim, em janeiro de 1995, nasceu a Universidade Castelo Branco, tendo Vera Gissoni como sua primeira reitora.

Com espírito empreendedor, visão de futuro e compromisso com uma educação de qualidade e acessível, Vera Gissoni escreveu uma história de lutas e conquistas. Pequena em estatura, mas gigante em atitude e competência, foi responsável pela construção de uma instituição fundamental na formação acadêmica e profissional de milhares de pessoas.

Sua importância não se restringiu à trajetória junto ao Centro Educacional Realengo (CER). Vera também teve atuação destacada em entidades como o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Rio de Janeiro (Semerj) e à frente do Conselho Empresarial de Educação da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

Em 2004 recebeu o Prêmio Milton Santos de Educação Superior, concedido pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), em reconhecimento à sua contribuição para a educação brasileira. Já em 2006, foi vencedora do Prêmio Forbes Brasil, na categoria Educação, figurando entre as mulheres mais influentes do país, segundo a revista.

Entrega do prêmio aos vencedores da 1ª edição do Prêmio Milton Santos, em dezembro de 2004

Junto à Organização das Nações Unidas (ONU), destacou-se por sua atuação na Coordenação Nacional do Programa das Escolas Associadas da Unesco (PEA UNESCO). Ainda assim, apesar de tantas realizações, sua grande paixão sempre foi a Castelo Branco.

Seu trabalho como educadora foi prático e efetivo, incentivando funcionários a continuarem seus estudos, possibilitando o acesso de pessoas de baixa renda ao ensino superior por meio de bolsas, apoiando projetos sociais e transformando vidas, porque para ela, a palavra desistência não existia.

Pelo contrário… Através de seu lema Insista, Persista e Não Desista”, marcou gerações e continua marcando a trajetória de todos os que passam pela estrutura que ajudou a idealizar e que conhecem a Universidade Castelo Branco.

A professora Vera Gissoni faleceu em dezembro de 2014, mas seu legado permanece vivo. Sua história é exemplo de que perseverança, determinação e educação são caminhos seguros para vencermos desafios, superarmos barreiras e transformarmos o mundo, mas se nós tivermos essas premissas como princípios e impulsos para o nosso sucesso.

Noticia de 2006 da Gazeta do Povo, anunciando as premiadas da Forbes Brasil como “As Mulheres Mais Influêntes do Brasil”

Noticia da Primeira Edição do Prêmio Milton Santos de Educação Superior (2004) – ABMES

Depoimento da Professora Vera Gissoni à Revista PEA UNESCO (pags.24/27), Set.2013

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